O gerente de uma fazenda de Jaguaré, foi morto a tiros durante um roubo no final da manhã desta terça-feira (6). Segundo a Polícia Militar, o crime foi cometido por dois homens de moto. Eles queriam o dinheiro da venda da pimenta da propriedade, mas acabaram levando apenas documentos da vítima, identificada como Jordano Soprani Conceição, 62 anos. Um suspeito de envolvimento no crime foi preso.
A fazenda fica na comunidade São Roque. Uma testemunha contou aos militares que dois indivíduos chegaram em uma moto e seguiram na direção do gerente da propriedade. Ao perceber a aproximação dos suspeitos, a testemunha tentou afastá-los entrando em luta corporal com um deles. O outro acusado, no entanto, fez seis disparos. Três atingiram o gerente, que caiu no chão.
No momento em que ouviu os tiros, a testemunha correu e se escondeu, não conseguindo ver mais detalhes do crime. Após os disparos, os criminosos entraram no escritório e reviraram o local à procura de algo de valor. A PM informou que eles levaram apenas a bolsa da vítima com documentos pessoais. Depois, fugiram na moto. A vítima foi socorrida por uma ambulância e levada para o hospital de Jaguaré, mas não resistiu.
SUSPEITO PRESO
No local do crime, os policiais encontraram um celular desbloqueado. No aparelho, de acordo com a PM, havia várias mensagens em que Yuri Felipe da Silva, 21 anos, passava para os executores do crime todas as informações de quando o dinheiro da venda da pimenta estaria com a vítima. Ele era funcionário da fazenda.
Yuri foi localizado na casa dele e confessou a participação no crime. Sobre os outros acusados, ele disse que só conhecia um e passou o endereço, mas ele não foi localizado. Yuri foi conduzido à delegacia de Jaguaré. O celular apreendido também foi entregue à Polícia Civil.
A Polícia Civil informou que o detido foi autuado pelo crime de latrocínio e encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de São Mateus. O caso segue sob investigação. Denúncias que colaborem com o trabalho da polícia podem ser feitas por meio do Disque Denúncia 181. O sigilo e o anonimato são garantidos.