Polícia conclui inquérito policial sobre crime na Praia do Ermitão, em Guarapari

Postado em 28 de abril de 2022


Polícia conclui inquérito policial sobre crime na Praia do Ermitão, em Guarapari 1
As informações foram divulgadas durante coletiva realizada nesta quarta-feira (27). Imagem/PCES

 

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari, divulgou, nesta quarta-feira (27), a conclusão do inquérito policial que investigou o crime ocorrido no dia 16 de janeiro, na Praia do Ermitão, em Guarapari. Na ocasião, um rapaz de 20 anos, foi encontrado com o abdômen aberto e com o intestino removido. De acordo com o inquérito policial, a namorada do jovem foi a responsável pelo ferimento e foi indiciada pelo crime de lesão corporal grave.

As informações foram divulgadas durante coletiva realizada na Chefatura da Polícia Civil, em Vitória. O delegado-geral da PCES, José Darcy Arruda, falou sobre as dificuldades na investigação.

“Foi uma investigação difícil para a polícia civil, pois se tratava de um casal, de madrugada, em um local ermo, onde não se tinha testemunhas, câmeras no local, não tinham outras informações a não ser as fornecidas pelo casal, mas o delegado se esmerou o máximo possível para encontrar informações que pudessem dar condições de indiciamento da moça”, disse o delegado-geral.

Apesar das dificuldades iniciais nas investigações, a equipe da DHPP Guarapari realizou diversas diligências para concluir o inquérito policial, sendo o indiciamento aceito pelo Ministério Público, que denunciou a autora, fazendo com que ela virasse ré no processo. Durante as diligências, foi constatado que apenas o casal estava na praia durante a madrugada.

Já que estavam só eles, o titular da DHPP de Guarapari, delegado Franco Malini, explicou que a investigação não poderia se basear em provas testemunhais, visto que apenas a vítima e o autor do crime estavam no local.

“Eles relataram não se lembrar do que ocorreu, apenas que beberam vinho, ingeriram droga e perderam a consciência. Então, quando retornaram à consciência, o rapaz já estava com a barriga cortada”, disse o delegado.

Outro fato que levou à conclusão de que a jovem foi a autora do caso, foi uma ligação que ela fez para a própria mãe. Ela tinha combinado um horário com a mãe para voltar para casa, por volta de uma hora da manhã, porém a jovem não retornou. Então, a família da moça passou a procurá-la e tentou entrar em contato com ela via telefone.

“Somente por volta das duas horas da manhã é que a mãe conseguiu o contato telefônico com a jovem e foi nesse momento que a mãe relata ter ouvido somente a voz da filha e, em alguns momentos, a voz do rapaz dizendo ‘Praia do Ermitão’, que foi como a mãe da jovem conseguiu deduzir o local em que eles estavam. A jovem apresentava, ainda, lesões típicas de ataque, além de um corte na mão, o que leva a crer que ela lesionou o jovem e também fez o corte na barriga dele”, explicou o delegado Franco Malini.

O chefe do Departamento de Laboratórios Forenses, perito Fabrício Pelição, informou que o rapaz não realizou exames laboratoriais no ambiente forense, já a jovem teve uma amostra de cabelo coletada que ainda segue em análise.

“Com essa análise, a gente quer determinar se foi usada alguma coisa naquela ocasião e o que foi utilizado. É uma análise bastante complexa e, depois de várias semanas, a única possibilidade seria a mostra de cabelo que foi coletada. Exame este, que está em análise”, destacou o perito.


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