Sesa orienta municípios sobre a notificação de casos suspeitos de hepatite aguda de etiologia desconhecida (HAED) no ES

Postado em 17 de maio de 2022


A Secretaria da Saúde, por meio da Gerência Estadual de Vigilância em Saúde, está enviando aos municípios a Nota Técnica Nº002/2022 que orienta os serviços de saúde sobre as condutas frente ao surgimento de casos prováveis de Hepatite Aguda de Etiologia Desconhecida (HAED) no Espírito Santo.

Com dois casos suspeitos em investigação no Estado, a Nota Técnica, embasada nas orientações do Ministério da Saúde, serve para auxiliar os profissionais de saúde sobre aspectos técnicos da doença, como as definições de caso, o fluxo para a investigação laboratorial realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (LACEN/ES) e o cuidado assistencial que deve, ser iniciado na Atenção Primária em Saúde (APS), além da definição do Hospital Estadual Nossa Senhora da Glória (HINSG), em Vitória, como referência aos casos graves.

Fica definido, seguindo descrição do órgão federal, que os casos prováveis de hepatite aguda de etiologia desconhecida (HAED) são relacionados às crianças e adolescentes menores de 17 anos, com quadro de hepatite aguda (não confirmada para A, B, C, D, e E) caracterizada pelo aumento de transaminase sérica, aspartato aminotransferase e/ou alanina aminotransferase maior que 500 UI/L para aqueles diagnosticados a partir de 20 de abril; ou os casos de hepatite aguda que evoluem para hepatite fulminante com necessidade de transplante de fígado no período entre outubro de 2021 a abril de 2022.

É importante destacar ainda, segundo publicado no documento, que todos os casos suspeitos, que atendem às definições do Ministério, devem ser notificados pelo serviço de saúde em até 24h no sistema notificação e-SUS Vigilância em Saúde (e-SUS VS). Além disso, os casos suspeitos devem ser acompanhados diariamente pelas equipes de saúde da APS do município de residência.

 

Orientações à população

A referência técnica de Hepatites Virais, do Programa Estadual DST/Aids e Hepatites Virais, da Secretaria da Saúde, o médico infectologista Marcello Leal, destacou a importância de a população se atentar em especial à prevenção de quaisquer hepatites virais.

Segundo a referência técnica, as hepatites A e E têm suas formas de transmissões por meio do contágio fecal-oral, desta forma manter a higienização pessoal e dos alimentos, em especial que são consumidos crus, são importantes como prevenção aos casos.

Para as hepatites B, C e D as formas de transmissão podem ocorrer das seguintes maneiras:

– Transmissão por contato com sangue, por meio de compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam;

– Transmissão por relações sexuais sem preservativo com uma pessoa infectada pelos vírus das Hepatites B e D;

– Transmissão vertical que pode ocorrer durante a gravidez e o parto. Em relação à amamentação, a transmissão pode ocorrer caso ocorram fissuras nos mamilos durante a amamentação, mas esta não é contraindicada se forem realizadas ações de prevenção de hepatite B tais como a profilaxia para o recém-nascido, por meio da vacinação;

– Transmissão por meio de transfusão de sangue ou hemoderivados, muito comum no passado é atualmente considerada rara.

“A vacinação é a principal prevenção à hepatite B, que também protege contra a hepatite D. Temos também a vacinação para a Hepatite A, indicada para crianças de 15 meses a 5 anos incompletos. Manter as coberturas vacinais adequadas, de acordo com a meta preconizada pelo Ministério da Saúde, é essencial para que tenhamos uma baixa circulação do vírus no território”, destacou Leal.

 

Quando procurar atendimento

De acordo com a referência técnica de Hepatites Virais, do Programa Estadual DST/Aids e Hepatites Virais, Marcello Leal, os pais e responsáveis devem ficar atentos aos sintomas como mal-estar, náusea, vômito, perda de apetite, coloração amarelada da pele e da parte branca dos olhos e coloração escura da urina e esbranquiçada das fezes.

“Crianças e adolescentes com enjoo, vômito e coloração amarelada da pele, devem ser encaminhadas ao serviço de saúde mais próximo, como as unidades básicas para acompanhamento. As amostras serão coletadas e encaminhadas ao Laboratório Central do Estado para investigação”, explicou.

O médico reforçou também que para os sinais de alerta como dor abdominal severa e distensão abdominal, redução do volume de urina, sangramento e sonolência, que podem ser sinais de hepatite fulminante, para estes casos, a orientação é procurar serviço especializado, como Pronto Atendimentos.

 


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