Uso do copo de plástico no comércio fica proibido no ES, Ficou decidido que os estabelecimentos terão 180 dias para se adequar à nova lei, que prevê multa de cerca de R$ 3,5 mil para quem descumpri-la, dobrada em caso de reincidência.
De acordo com Mameri, diariamente cerca de 720 milhões destes copos são consumidos no Brasil, o equivalente a 1,5 mil toneladas. Ele salientou que somente na Assembleia foram consumidos 770 mil copos no ano passado.
“Estamos em conversa com o Sindiplast e o Sindbares. Existe alguma resistência? Existe, a gente entende. Mas nós entendemos que os benefícios são muito maiores e entendemos também que no projeto se colocam 180 dias para uma readaptação, achamos que isso é suficiente. A cultura do povo também tá mudando, hoje o povo clama pela preservação, vemos problemas que desequilibram o meio ambiente e que vão trazer consequências para a população de maneira geral”, disse o deputado.
O presidente do Sindbares-ES, Rodrigo Miguel Vervolet, explicou que o sindicato vê o projeto de lei com preocupação porque atinge todo o setor de forma muito abrupta.
“A nossa preocupação são as alternativas para dar eficácia a essa lei. É preciso ter um olhar atento ao mercado, para que o mercado se adapte para dar alternativas a todo o setor que usa esse tipo de material, para que não tenha um impacto econômico negativo para toda a sociedade. Naturalmente, esse preço sendo mais caro, vai ser repassado ao consumidor, mas a questão mesmo é a adequação”, falou.
O Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Espírito Santo (Sindiplast-ES), por nota, também manifestou preocupação com o PL.
Para debate, o sindicato tem um encontro agendado nesta quinta-feira (10) com as assessorias jurídicas dos deputados Emílio Mameri e Rafael Favatto, em que também participarão membros do Sindbares, Coemas, Acaps, Sinrecicle, Copobras, Sincades e Aderes.
Objetivo
“O objetivo é buscar soluções conjuntas que avaliem os impactos do plástico ao meio ambiente, mas também que considerem a gestão pós-consumo, o incentivo à prática da economia circular e o consumo consciente, pautas defendidas e trabalhadas pelo Sindiplast-ES e pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) em todo o Brasil”, diz a nota.